Quer mesmo fazer novos amigos?

Ouço muitas vezes a queixa de que a partir de uma determinada idade é difícil fazer novas amizades. Que quando se andava no liceu era fácil, mas que agora…

Vou ser directa: não, não era fácil no liceu nem é agora, se não se tem realmente vontade, disponibilidade e algumas outras capacidades que se podem desenvolver e de que falarei a seguir.

A primeira questão é a da vontade. Quero realmente fazer um(a) novo(a) amigo(a)? Com tudo o que isso implica de disponibilidade para, não só ouvir o outro, mas também expor-se ao falar de si? E, antes disso, de ir à procura de amigos?

Os amigos, como tudo o resto na vida, excepto a chuva, granizo e neve, não caem do céu aos trambolhões. Mas há pessoas que pensam que sim, como também pensam que um “bom” emprego vai aparecer de repente, sem fazerem nada por isso.

Queremos mesmo fazer uma nova amiga? (Vou adoptar aqui o feminino por comodidade, nas é evidente que também se aplica a fazer amigos homens)

Vejamos então os passos.

1. Sair da zona de conforto, do rame-rame casa-trabalho, trabalho-casa. Frequentar uma actividade cultural que se prolongue no tempo, como um grupo de leitura, um voluntariado numa biblioteca, um ginásio, uma actividade desportiva que exija encontros regulares, um fórum na internet, aulas de línguas ou de pintura em horário pós-laboral, etc, etc.

2. Sermos nós próprias. Pensar: o que é que eu gosto de fazer? Há muita gente que não sabe responder a esta pergunta. Aqui está um exercício para fazer consigo própria: se acordasse amanhã com uma nova capacidade ou habilidade, qual seria ela? Gostava de saber dançar? Há aulas de tango disponíveis em muitas cidades e locais. Tango ou outro tipo de dança. Ocorre-lhe que gostaria de ser escritora? Há variados cursos de escrita criativo, por sinal bem divertidos, como o do Rui Zink.

3. Partindo do princípio de que venceu a fácil e confortável inércia que nos impede de experimentar coisas novas (sobre isto falarei no fim), que já fez uma busca na internet ou que perguntou a outras pessoas, resta pegar nos pezinhos e ir inscrever-se.

4. Vou hoje à minha primeira aula de …… (preencher). Mas o que é que digo quando lá chegar? Seja verdadeira. Os outros percebem facilmente quando estamos a ser genuínos ou não. Apresente-se e diga por que escolheu aquela actividade e que quer fazer amigos que partilhem os mesmos interesses. Mostre-se curiosa e aberta a novas experiências. Tente falar com a maior parte das pessoas. Interesse-se pela vida deles que eles também se interessarão pela sua. Depois, naturalmente, vai verificar que algumas pessoas se aproximarão mais, outras não. É natural. Um dos erros mais frequentes que fazemos é pensar que todos têm de gostar de nós. Trata-se de um pensamento mágico, infantil, de uma ilusão.

Vamos supor que entre si e uma outra pessoa do grupo surge uma afinidade: pode ser um sorriso, uma “asneira” feita em comum, qualquer coisa que visto aproxime. Aproveite pequenos sinais.

4. Partilhe factos e pensamentos com uma provável futura amiga. Não vai enchê-la de informação logo não primeira conversa, mas mostre-se aberta e revele qualquer coisa sobre si própria. Qualquer coisa pessoal e mesmo ligeiramente embraçosa. É contagioso.

5. À primeira oportunidade, convide essa pessoa para almoçar no dia seguinte, ou irem à praia no fim de semana. Nada de vago e bem português tipo “temos de nos encontrar um dias destes”. É o mesmo que dizer que está pouco interessada.

6. O sentido de humor é importante. Todos nós gostamos de rir, e não há nada que una mais as pessoas. Entre um homem e uma mulher, é tão importante como o sexo.

7. Depois de um primeiro encontro, quer seja uma ida ao cinema, um almoço, qualquer coisa, é sempre simpático e é uma forma de manter a conexão, mandar um email ou uma mensagem a dizer que gostámos muito (se foi o caso, claro). E depois, vem tudo o resto. Manter uma amizade é capaz de ser mais difícil do que fazer uma nova. Exige disponibilidade e também a capacidade de aceitar algumas pequenas coisas que não nos agradem muito. Mas o importante são as grandes coisas. Este já não é o assunto deste post.

Bem, agora vem a parte mais dolorosa. Alguns dos meus leitores dirão: mas eu sei isso tudo mas não consigo…

Primeiro, saberão mesmo?

Segundo: é um facto que um humor mais depressivo leva a um fecho sobre nós próprios – isto para não falar já das personalidades mais esquizoides. O depressivo sente – é essa a natureza do seu problema – que não tem nada para dizer, que ninguém gosta dele, que tem receio que os outros o interpretem mal, que tem medo dos falsos amigos…

Tudo desculpas para não ir à luta, para adiar a vida todos os dias.

O ser humano precisa do seu espaço,próprio mas também precisa do contacto com os outros. Não é por acaso que é um ser gregário. Uma amizade, como um amor, pode trazer desgostos, claro. Mas também pode ser muito gratificante e nós precisamos dela. “No man is an island”, como escreveu esse grande poeta que foi John Donne.

 

 

Bons conselhos profissionais de Ilya Posin

http://http://www.linkedin.com/today/post/article/20140401151943-5799319-the-7-things-successful-people-never-say?trk=eml-ced-b-art-M-2&midToken=AQHL3YS9uuO11A&ut=1K7UmZOiTN8Sc1&_mSplash=1

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Creativity and energy

Those who read my posts already know that creativity is a particular obsession of mine. In point of fact, although I’m not an artist in the usual meaning of the word, life has taught me that it’s essential to mental health to cultivate this aspect of our humanity. We are the species who created art. Why was that?

I think our brains are naturally creative but unfortunately most of us let life and its routines kill it slowly. We need to be vigilant about not letting energy and creativity die away (those two come hand in hand).

This post at Big Think (a site to follow) gives out a few clues to keep/increase our creativity. But there are more ways. Each of us must find what works for him or her. For instance, I personally think that traveling always change my mindset. Meeting different people and different ways of living is a case in point. Some movies have this same effect: bring out new ideas and perspective. The web, which has often too much information, has a few gems. Yesterday I found out about an  artist who sketches with his finger on window panes and then takes photos. Simple and feasible. It “only” demands creativity.

http://bigthink.com/think-tank/10-steps-to-creativity-and-boosting-intuitive-awareness

 

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Empatia e simpatia, veja a diferença

A empatia é aquela capacidade de nos pormos na cabeça do outro, perceber a sua perspectiva e compreender o seu estado emocional. Tudo isto sem julgamentos. 

Não é fácil, por isso é uma capacidade rara mas muito útil nos relacionamentos, tanto a nível professional como na vida afectiva. 

Pode ser aprendida ou desenvolvida – pode mesmo dizer-se que é a competência que mais é treinada ao longo de um processo de coaching. 

Este engraçado vídeo explica, de uma forma divertida, o que é a empatia e no que se distingue da simpatia.

 http://youtu.be/1Evwgu369Jw

Sobre a ansiedade

Ansioso, stressado, são designações para um estado mental em que se tem a noção de que se está a perder o controle das coisas e de nós próprios. É sobretudo nessa dificuldade em controlarmos a nossa vida que reside, a meu ver, a origem da maior parte dos estados ansiosos.

Por outro lado, há certamente pessoas com mais tendência para a ansiedade, algo que faz parte do seu funcionamento mental desde o início, mas que também se adquire ou agrava em criança, em contacto com adultos ansiosos. 
É difícil lidar com essa ansiedade difusa, flutuante, que é mais um modo de funcionar do que um estado pontual. Faz parte de nós desde sempre. O problema maior é que essa ansiedade cria frequentemente frustração e raiva na pessoa, que não sabe como lidar com ela e a sente como uma fraqueza e uma vulnerabilidade, quase como uma doença. Culpabilizam-se por serem assim, por não saberem lidar com isso, por sentirem que isso as prejudica, tanto mais, dizem, que é quando estão mais stressados que fazem mais asneiras e as coisas correm pior.
É nesta espiral ansiedade-frustação-raiva-culpa que reside a gravidade da questão. A ansiedade está muitas vezes ligada a estados depressivos, por via da culpa e da auto-recriminação. 
Mas que fazer, então? 
 
Não é fácil. É importante tentar que as pessoas se apercebam da existência desta espiral, o que é um processo que leva algum tempo. O mecanismo mental é já antigo, mesmo em jovens, e só o começarem a aperceber-se dele já é motivo para mais ansiedade a auto-recriminação. É por isso que é preciso actuar tanto na base como no topo da espiral. Na base, para compreensão do mecanismo. No topo, para contenção. Os ansiosos costumam ser pessoas perfeccionistas e muito sensíveis a críticas. Pouco a pouco, vão percebendo que a sua auto-exigência e constante auto-crítica são desproporcionadas e só pioram o fenómeno. 
Há que quebrar a espiral, processo que só o próprio pode fazer, mas em que o life coaching ajuda, e muito.
Tenho estado a falar mais da ansiedade generalizada. Mas os ataques de pânico, motivo que tantas vezes leva à procura de ajuda, não são mais que a cereja no topo da espiral, mas uma cereja muito assustadora. No ataque de pânico a pessoa sente-se fisicamente mal e chega a ter a sensação de que vai morrer. Esta ansiedade “cristalizada” na cereja assusta, mas tem a vantagem de fazer reconhecer à pessoa que algo está mal no seu funcionamento psíquico e a procurar ajuda.
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Como comunicar na sua empresa?

De acordo com Scott Edinger, no blog da HBR, os três pilares de uma boa comunicação empresarial e talvez não só…) foram já referidos por Aristóteles há mais de dois mil anos: ethos, pathos e logos. Ou seja, integridade e credibilidade, conexão emocional e clareza de raciocínio.

Curioso(a)? Vale a pena ler este post da Harvard Business Review aqui.

 

 

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A Clearmind e os serviços de coaching

A Clearmind – coaching and improving, surgiu em 2012, com o objectivo de proporcionar serviços de coaching a preços razoáveis, prestados por profissionais com formação diversificada e experiência empresarial. A situação grave que se vive exige das pessoas capacidades emocionais e profissionais que lhes permitam lidar com situações de stress crescente. O empowerment dos nossos clientes, e a melhoria da sua performance, tanto na vida pessoal como profissional, é o nosso objectivo.

Neste momento, estamos apenas a operar na Grande Lisboa, com uma equipa de cinco colaboradores.

Estamos também atentos às pessoas que se encontram em situação de desemprego e que, mais do que nunca, necessitam melhorar ou criar novas competências. Consideramos ser este apoio uma missão ética e a nossa contribuição para a sociedade.

Operamos sobretudo na área do professional coaching e do life coaching (não estamos a fazer ainda team coaching). No primeiro, o foco é colocado sobre questões profissionais (conflitos no trabalho, problemas com as chefias, excesso de stress, burn-out). No segundo, as principais questões têm a ver com a vida pessoal (dificuldades em manter uma relação, conflitos com o parceiro, problemas com os filhos, etc). Seja como for, é sempre o cliente que decide os objectivos do coaching e o seu foco.

A técnica de coaching assenta nas seguintes premissas:

Que é possível conhecermos-nos melhor.

Que é possível pensar melhor (com menos limitações e bloqueios).

Que é possível entender melhor os outros e lidar melhor com os conflitos (sem os evitar a todo o custo).

Que é possível adquirir novas capacidades e ferramentas.

Que é possível tornarmo-nos mais criativos.

Que é possível sermos mais proactivos.

Que é possível, e desejável, melhorar a performance.

O diálogo entre o cliente e o seu coach é um encontro de duas experiências de vida. Na Clearmind acreditamos que, em particular no professional coaching, é essencial que o coach tenha uma experiência empresarial sólida e de preferência em lugares de chefia. Alguns dos nossos coach foram CEOs e detêm, complementarmente à formação e experiência na área de economia evgestão, uma formação especializada em psicologia.

As questões que os nossos clientes nos trazem com mais frequência são de dois tipos: conflitos relacionais, por um lado. Por outro, medo de perder o lugar, de ser dispensado, do desemprego e o que fazer “para não ser o próximo”.

São muitas as profissões das pessoas que procuram o coaching, porque todas as áreas profissionais têm os seus problemas específicos. E é também variado o leque das nacionalidades: temos clientes americanos, sul-africanos, holandeses, ingleses, alemães, italianos, espanhóis. Alguns estão cá porque trabalham para uma multiacional, outros são pequenos empreendedores ou então artistas, outros professores. Alguns estão casados com portugueses e portuguesas e têm por vezes dificuldade em criar uma rede de amizades.

Observa-se, no entanto, que quanto mais elevada a formação, mais procuram o coaching. É como se as pessoas com melhor formação e escolaridade estivessem mais conscientes dos problemas e da existência de formas de os resolver.

Os dirigentes de topo procuram o coaching cientes de que é sempre possivel melhorar uma ou várias capacidades. E têm razão. Também é frequente depararmos com situações de pessoas com grande sucesso profissional e que, por serem particularmente inteligentes, percebem que necessitam melhorar as chamadas “soft skills”, como a empatia, a flexibilidade e a resiliência. O público em geral tem tendência a admirar ou mesmo a invejar estas pessoas, mas o sucesso tem um preço em termos emocionais e relacionais e elas sabem-no.

No outro extremo, temos os jovens que concluíram uma formação superior e se sentem perdidos perante as expectativas defraudadas. É terrível, porque se trata de uma geração a quem foi transmitida a ideia de que o facto de terem um curso superior lhes garantiria um emprego. Os pais fariam bem em perceber que a melhor forma de ajudar os filhos é dar-lhes ferramentas. E as ferramentas não são só académicas, são também emocionais. O coaching, se bem feito, ajuda-os a serem mais fortes, mais determinados, mais resilientes e mesmo mais criativos. A auto-confiança constrói-se à medida que se vai descobrindo o que se quer e do que se é capaz.

A idade da pessoa que procura o coaching varia muito: desde jovens com vinte e poucos anos até profissionais com cinquenta e muitos anos. Não é a idade que é importante, mas a capacidade de análise e reflexão e, sobretudo, o desejo de fazer melhor, seja na profissão (ou na procura dela) ou no relacionamento com os outros.

A técnica de coaching é, aparentemente, muito simples: o coach faz perguntas. Pretende-se com elas elicitar os desejos do cliente e perceber quais os obstáculos (internos ou externos) que o têm impedido de os concretizar. O que é que tem impedido o cliente de ser quem é? Perguntas e mais perguntas (feitas, evidentemente, com respeito pela pessoa que nos procurou e que quer mudar alguma coisa na sua vida). O objectivo das perguntas, que têm de ser feitas com critério, é fazer reflectir e facilitar a tomada de decisão. O clientes, mesmo que não o explicitem de início, querem normalmente conhecer-se a eles próprios. E, de facto, para entendermos o mundo e os outros precisamos de nos entender nós próprios.

 

 

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Um video sobre coaching, curto mas significativo

http://www.youtube.com/watch?v=6P9jFYZoZUs&feature=youtube_gdata_player

Ser humano é criar

As pinturas pré-históricas são fascinantes. A de cima é de uma cave no Chad e esta outra de uma gruta em Altamira (Espanha).

O que terá levado os homens do paleolítico, certamente preocupados 24h em 24h com a sobrevivência, a “perder” horas e horas a pintar as paredes e os tectos das grutas? Preocupações religiosas, efeito de drogas alucinogénicas? (ler o livro “Cave Paintings and the Human Spirit: The Origin of Creativity and Belief” de David Whitley).

E quem pintava? Homens? Mulheres também? Crianças? Quem fazia aquelas maravihosas tintas? A produção no paleolítico é tão intensa que duvido que a pintura estivesse apenas restringida a uma espécie de pessoas (sacerdotes). Gosto de pensar que todos podiam pintar, como outros faziam estatuetas ou escultura.

E pintariam porquê? Eu acho que por duas razões: porque somos humanos e porque é terapêutico. Ou seja, a arte faz parte do nosso pacote mental. Infelizmente, muitos esquecem-se disso e pensam que é coisa de crinças ou de artistas. Artistas somos todos nós, somos todos criativos.

Só que por vezes não sabemos. Os deprimidos, sobretudo, têm aquela tendência para nem sequer tentar. Dão desculpas absurdas, como: “disseram-me em pequeno que não tinha jeito”. Eu podia dizer aqui que a culpa foi de um ou outro professor, que também foi (aconteceu comigo). Mas a culpa também é nossa, que abdicamos deste nosso mais elementar direito como seres humanos, que até os homens das cavernas usavam: o da expressão. O de criar.

Hoje há tantas formas artísticas. Pintar, modelar, desenhar, esculpir, fotografar, filmar, escrever, compor, dançar, cantar, recitar, fazer artesanato, tricot, bordar, teatro, cinema…

As novas tecnologias ajudam muito. Como já ajudaram no tempo das cavernas.

E depois, é extremamente terapêutico. Faz bem à mente e ao corpo. Tem um efeito anti-depressivo, facilita a comunicação, defende-nos do isolamento, torna-nos mais humanos. Aposto que era, também por isso, que o homem das cavernas pintava furiosamente.

Se têm dúvidas, leiam os conselhos de Marta Beck, que tem ido ao show da Oprah e que é facil de encontrar na net.

Não abdiquem de serem humanos. Era o que alguns gostariam, mas não podemos deixar. Somos humanos, logo criamos.

 

 

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